Relatório de Metodologia – Instituto Assaf – Instituições Financeiras

Relatório de Metodologia – Instituto Assaf – Instituições Financeiras

Amostra e Estrutura

O Instituto Assaf, em parceria com a Pecege, realiza um estudo dos indicadores econômico-financeiros das instituições financeiras brasileiras com dados disponibilizados pelo Banco Central do Brasil.

A metodologia utilizada pelo Instituto Assaf para análise das instituições financeiras foi alterada em 2021 devido a publicação da Resolução CMN 4.720/19 que atualizou os critérios gerais de elaboração e divulgação de demonstrações financeiras pelas instituições financeiras. A Circular BCB 3.959/19 traz os detalhes, conforme previsto no art. 12 da Resolução.

As Demonstrações Financeiras (DFs) das Instituições foram obtidas no portal de dados IF.data (bcb.gov.br). O padrão das informações financeiras seguem a divulgação realizada pelo Banco Central do Brasil, as descrições das contas estão disponíveis nos documentos: Ativo (bcb.gov.br), Passivo (bcb.gov.br), DRE (bcb.gov.br). Para os dados  do Ativo e Passivo é relevante observar que as contas de curto e longo prazo são apresentadas de maneira agregada. Essa característica da informação altera a construção dos indicadores da nova metodologia para análise das instituições financeiras.

As demonstrações utilizadas são referentes aos conglomerados financeiros das Instituições para o ano e trimestre. As análises foram realizadas para o tipo de consolidado bancário: B1 – Banco comercial, Banco Múltiplo com Carteira Comercial e Caixas Econômicas.

Além disso, as análises dos indicadores seguiram a segmentação proposta pela resolução nº 4.553/2017:

S1 – bancos múltiplos, bancos comerciais, bancos de investimento, bancos de câmbio e caixas econômicas que (i) tenham porte (Exposição/Produto Interno Bruto) superior a 10%; ou (ii) exerçam atividade internacional relevante (ativos no exterior superiores a US$ 10 bilhões).

S2 – (i) bancos múltiplos, bancos comerciais, bancos de investimento, bancos de câmbio e caixas econômicas de porte inferior a 10% e igual ou superior a 1%; e (ii) demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil de porte igual ou superior a 1% do PIB.

S3 – Instituições de porte inferior a 1% e igual ou superior a 0,1%.

S4 – Instituições de porte inferior a 0,1%.

S5 – Composto por: (i) instituições de porte inferior a 0,1% que utilizem metodologia facultativa simplificada para apuração dos requerimentos mínimos de Patrimônio de Referência (PR), de Nível I e de Capital Principal, exceto bancos múltiplos, bancos comerciais, bancos de investimento, bancos de câmbio e caixas econômicas; e (ii) não sujeitas a apuração de PR.

A respeito da divulgação das demonstrações financeiras, como apresentado pelo site: “O Banco Central do Brasil divulga trimestralmente informações das instituições que autoriza a funcionar e que estejam em operação normal. Os relatórios trimestrais são disponibilizados 60 dias após o fechamento das datas-bases março, junho e setembro, e 90 dias após o fechamento da data-base dezembro.”

Indicadores

  1. Desempenho Operacional
  2. Desempenho da Atividade
  3. Geração de Caixa e Equilíbrio Financeiro
  4. Estrutura de Capital e Alavancagem
  5. Rentabilidade, Lucratividade e Spread
  6. Criação de Valor ao Acionista
Desempenho Operacional
Margem Financeira dos Ativos Relação entre o Resultado de Intermediação Financeira e o Ativo Médio Total. Para cada R$ 1,00 de ativo total, quanto a instituição financeira gerou de resultado de intermediação financeira.
Custo Médio de Captação Relação entre as despesas de intermediação financeira (despesas de captação, de obrigações por empréstimos e repasses e arrendamento mercantil) e o respectivo montante dos recursos passivos geradores destas despesas (depósitos de poupança, interfinanceiros e a prazo, recursos de aceites e emissão de títulos e obrigações por empréstimos e repasses). Demonstra o custo médio de captação dos recursos pela instituição financeira.
Retorno Médio Operações de Crédito Relação entre as Rendas de operações de crédito e arrendamento mercantil sobre os respectivos montantes médios. Demonstra o retorno médio das operações de crédito das instituições financeiras.
Lucratividade dos Ativos Relação entre as Receitas de Intermediação Financeira e o Ativo Médio Total. Demonstra o retorno total sobre os ativos das instituições financeiras.
Juros Passivos Relação entre as despesas de intermediação financeira e o passivo médio total. Demonstra o custo médio total de captação dos recursos das instituições financeiras.
Resultados com Operações de Crédito Relação entre as rendas de operações de créditos (operações de créditos + arrendamento mercantil) e as receitas totais de intermediação financeira.
Resultados com TVM Relação entre as rendas com TVM e as receitas totais de intermediação financeira.
Resultados de Operações com Derivativos Relação entre as rendas de operações com derivativos e as receitas totais de intermediação financeira.
Resultados com Operações de Câmbio Relação entre os resultados com operações de câmbio e as receitas totais de intermediação financeira.
Resultados com Compulsório Relação entre os resultados das receitas com compulsório e as receitas totais de intermediação financeira.
Despesas de Funcionamento (por dia útil) Soma das despesas de funcionamento das instituições financeiras (desp. pessoal + desp. administrativas) divididas por 252 dias úteis no ano.
Resultados de Serviços e Tarifas Relação entre as rendas de prestação de serviços financeiros e tarifas bancárias sobre as receitas de intermediação financeira.

 

 

Desempenho da Atividade
Evolução das Receitas Financeiras Mede o crescimento percentual das Receitas de Intermediação Financeira das Instituições Financeiras de um exercício social para outro.
Evolução do Lucro Líquido Mede o crescimento percentual do Lucro Líquido das Instituições Financeiras de um exercício social para outro.
Margem Financeira das Receitas Relação entre o Resultado de Intermediação Financeira e as Receitas de Intermediação Financeira.
Índice de Eficiência Relação entre as despesas operacionais (despesas com pessoal, despesas administrativas e outras despesas operacionais) e as receitas de intermediação financeira. O indicador representa o % que sobre das receitas geradas pela companhia financeira após liquidar suas obrigações operacionais.

 

Geração de Caixa e Equilíbrio Financeiro
Encaixe Voluntário Relação entre o total das disponibilidades da companhia sobre o total de depósitos à vista. Demonstra quanto a companhia mantém de dinheiro disponível (curto prazo) para cumprir com as obrigações de depósitos à vista.
Liquidez Imediata Relação entre a soma das disponibilidades e aplicações interfinanceiras de liquidez da companhia com o total de depósitos à vista. Demonstra quanto a companhia mantém de dinheiro disponível (curto prazo) para cumprir com as obrigações de depósitos à vista.
Índice de Empréstimo/ Depósitos Relação entre a posição dos empréstimos realizados pela instituição financeira (operações de crédito + arrendamento mercantil) e o montante de depósitos totais. Demonstra o % de operações de empréstimos que a instituição realiza perante todos os depósitos em sua custódia.
Capital de Giro Próprio Diferença entre o Patrimônio Líquido e o Ativo permanente ajustado.
Participação dos Empréstimo Percentual dos Empréstimos (Operações de Crédito + Operações de Arrendamento Mercantil) da instituição financeira sobre os seus Ativos Totais.
Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa Relação entre a provisão de crédito de liquidação duvidosa e as receitas de intermediação financeira. Demonstra o % de provisão como crédito de liquidação duvidosa para as receitas de intermediação financeira auferidas pela instituição financeira.

 

Estrutura de Capital e Alavancagem
Independência Financeira (Fim de Ano) Relação entre o Patrimônio Líquido (Circulante + Exigível de Longo Prazo) e o Ativo Total. Para cada R$ 1,00 de Ativo total, o indicador demonstra o % de capital próprio que a instituição possui. O indicador é calculado em valores de final do exercício.
Independência Financeira (Médio) Indicador semelhante ao anterior, diferenciando-se somente por ser calculado com base nos valores médios das variáveis.
Leverage Relação entre os Ativos Totais e o Patrimônio Líquido das instituições financeiras. Para cada R$1,00 em patrimônio líquido, o indicador fornece o quanto, em R$, a instituição possui de ativos totais no final do exercício em questão.
Relação Capital / Depositantes Relação entre o Patrimônio Líquido da Instituição e o seu total de depósitos.
Imobilização do Capital Próprio Relação entre o Ativo Permanente Ajustado e o Patrimônio Líquido da instituição. Visa demonstrar o % de Capital Próprio da instituição que foi destinado a imobilização.

 

Rentabilidade, Lucratividade e Spread
Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) Relação entre o Lucro Líquido e o Patrimônio Líquido Médio mantido pela instituição no exercício. Taxa de rentabilidade oferecida ao capital próprio.
Retorno sobre o Ativo Total (ROA) Relação entre o Lucro Líquido e o Ativo Total mantido pela instituição no exercício. Taxa de rentabilidade em relação a todos ativos mantidos pela entidade
Margem Líquida Relação entre o Lucro Líquido e o montante das Receitas de Intermediação Financeira. Mede a eficiência produtiva, ou seja, quanto restou de lucro das operações financeiras do exercício após a dedução das despesas financeiras, outras despesas operacionais e não operacionais e impostos sobre o Lucro da instituição financeiras.
Giro do PL Relação entre o montante das Receitas de Intermediação Financeira e o Patrimônio Líquido Médio.
Spread Total Diferença entre o Retorno Médio das Operações de Crédito e o Custo Médio das Operações da Instituição.

 

Criação de Valor ao Acionista
Custo de Oportunidade do Capital Próprio Custo de oportunidade do acionista. Remuneração mínima exigida determinada pelo risco do investimento .
Prêmio pelo Risco do Acionistas (%) Quanto o acionista auferiu de retorno, em porcentagem, acima da taxa média da SELIC no exercício. SELIC: taxa de referência dos juros no mercado, admitida como de mais baixo risco.
ROE Econômico Retorno sobre o Capital Próprio que excede ao Custo de Oportunidade do Acionista (Custo de Capital Próprio). Ou seja: ROE – Ke. Taxa de remuneração do acionista que excedeu ao risco de seu investimento.

 

OBSERVAÇÃO:

As informações econômico-financeiras e indicadores de desempenho das companhias abertas brasileira, conforme disponibilizados nesse site, não têm por objetivo nortear ou induzir a qualquer decisão financeira, seja tanto em nível corporativo como pessoal. Não há nenhuma responsabilidade pelo uso dessas informações e resultados que venham a ocorrer pelas decisões tomadas.