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Critérios e Simbologia

Critérios e Simbologia para Bancos

11 de abril de 2019 - Critérios e Simbologia

Todos os indicadores econômicos e financeiros dos bancos, assim como todas as métricas de valor apresentadas, foram calculados a partir dos desempenhos operacionais verificados em cada exercício social. Não foram projetados fluxos de caixa e desempenhos futuros. Foi admitido na análise desenvolvida, que as projeções de resultados futuros mantiveram os mesmos valores apurados no exercício social em avaliação.

Base de Dados

Demonstrações contábeis de instituições financeiras de capital aberto, disponibilizadas pela Comissão de Valores Mobiliários – CVM (www.cvm.gov.br).

Tratamento das Demonstrações Contábeis

  • Salvo quando expresso de forma diferente, os resultados de cada exercício são calculados em moeda de poder de compra corrente, conforme apurado nos demonstrativos contábeis publicados em cada exercício. 
  • Foi adotada a alíquota de 34% de Imposto de renda para cálculo do resultado operacional líquido e do resultado líquido de cada exercício. 
  • O Custo de Capital Próprio (Ke), diante das restrições de sua obtenção no Brasil, foi calculado para cada ano, por benchmark do mercado dos EUA. Foi adotado o método do CAPM (Capital Asset Pricing Model), e os fundamentos foram obtidos de informações disponíveis em: http://www.damodaran.com. 
  • Os percentuais considerados como custo de capital das instituições financeiras são aproximações, e foram calculados a partir de hipóteses simplificadas, visando ilustrar algumas medidas financeiras de valor. Os resultados das instituições financeiras disponibilizados nesse site permitem que sejam realizadas outras simulações, de acordo com os critérios e objetivos dos analistas.

Formulações

A metodologia de apuração e interpretação dos indicadores econômico-financeiros adotada, tem como referência as seguintes publicações do Professor Alexandre Assaf Neto:

  • FINANÇAS CORPORATIVAS E VALOR. 3ª edição. São Paulo: Atlas, 2007 
  • ESTRUTURA E ANÁLISE DE BALANÇOS. 8ª edição. São Paulo: Atlas, 2006.

Planilha de Análise de Balanço Consolidado 

Os indicadores de desempenho econômico-financeiro, assim como as medidas estatísticas de tendência central e de dispersão, foram calculados dos balanços consolidados de todas as instituições de cada exercício.

 Indicadores de Desempenho Econômico-Financeiro (Médias – Bancos)

Os indicadores de desempenho econômico-financeiro, assim como as medidas estatísticas de tendência central e de dispersão, foram calculados como média dos balanços publicados por cada instituição financeira, ao final de cada exercício social. Os indicadores de desempenho são calculados para cada banco, em cada exercício social, e posteriormente apurados os respectivos valores médios.

INDICADORES DE DESEMPENHO

Grupo 1: Desempenho Operacional

Margem Financeira dos Ativos – Relação entre o resultado bruto de intermediação financeira e o total do ativo do banco. Mostra para cada R$ 1,00 de ativo quanto a instituição apurou na intermediação financeira.

Custo Médio de Captação – Relação entre as despesas de captação no mercado apropriadas em cada exercício, e o total dos depósitos a prazo mantidos pelo banco. Revela o custo financeiro do capital investido na instituição por poupadores (custo de captação).

Retorno Médio das Operações de Crédito – Relação entre as receitas financeiras provenientes das operações de crédito e o valor médio aplicado em créditos. Apura a taxa de retorno das aplicações em créditos, a qual é geralmente confrontada com o custo de captação para se avaliar o spread bruto do banco.

 Lucratividade dos Ativos – Relação entre as receitas de intermediação financeira e o ativo total do banco. Porcentagem do total investido na instituição (ativo total) que se transformou em receitas financeiras.

Juros Passivos – Relação entre a despesa de intermediação financeira e o passivo total mantido pelo banco. Custo das fontes de financiamento do banco.


Grupo 2: Desempenho das Receitas Financeiras

Evolução das Receitas Financeiras – Mede o crescimento percentual das receitas de intermediação financeira do banco de um exercício social para outro.

Evolução do Lucro Líquido – Crescimento percentual do resultado líquido do banco verificado de um exercício social para outro.

Margem Financeira das Receitas – Relação entre o resultado bruto de intermediação financeira e as receitas de intermediação financeira. Margem bruta apurada pelo banco no exercício.

Margem Líquida – Relação entre o lucro líquido e as receitas de intermediação financeira. Revela a parcela das receitas financeiras do banco, que restou aos acionistas, após serem descontados todos os custos e despesas incorridos no exercício.

Índice de Eficiência – Relação entre as despesas operacionais incorridas no exercício e as receitas de intermediação financeira. Pode revelar a produtividade do banco.


 Grupo 3: Geração de Caixa e Equilíbrio Financeiro

Encaixe Voluntário – Relação entre as disponibilidades e o depósito a vista. Indica a capacidade financeira imediata do banco em cobrir saques contra depósitos a vista.

Liquidez Imediata – Relação entre as disponibilidades mais as aplicações interfinanceiras de liquidez e os depósitos a vista. Revela quanto a instituição possui de recursos disponíveis totais para cobrir seus depósitos a vista.

Índice Empréstimos/Depósitos – Relação entre as operações de crédito e o total da captação do banco sob a forma de depósitos. Quanto a instituição captou de empréstimo para cada R$ 1,00 que emprestou.

Capital de Giro Próprio – Diferença entre o patrimônio líquido e o ativo permanente. Indica os recursos próprios da instituição que se encontram financiando as operações ativas.

Participação dos Empréstimos – Relação entre as operações de crédito e o ativo total. Percentual do ativo total de um banco que se encontra aplicado em operações de empréstimos (créditos).


Grupo 4: Estrutura de Capital e Alavancagem

Independência Financeira (Fim de Ano) – Relação entre o patrimônio líquido e o ativo total, medido em valores de final de ano.

Independência Financeira (Médio) – Idem, calculado pelo ativo total médio do exercício.

Leverage – Relação entre o ativo total e o patrimônio líquido. Revela quantas vezes o ativo do banco é maior que o capital próprio investido.

Relação Capital/Depositantes – Relação entre o patrimônio líquido e o total dos depósitos passivos. Para cada R$ 1,00 de captação dos bancos, sob a forma de depósitos, quanto foi aplicado de recursos próprios.

Imobilização do Capital Próprio – Relação entre o ativo permanente e o patrimônio líquido. Porcentagem do capital próprio aplicado no banco que foi imobilizado em ativo permanente.


 Grupo 5: Rentabilidade, Lucratividade e Spread

Retorno Médio sobre o Patrimônio Líquido (ROE) – Relação entre o resultado líquido e o patrimônio líquido médio do exercício. Taxa de retorno do capital próprio.

Retorno Médio sobre o Ativo Total (ROA) – Relação entre o resultado líquido e o ativo total mantido pelo banco. Revela a taxa de retorno do capital total (total do ativo) investido.

Giro do PL – Relação entre as receitas de intermediação financeira e o patrimônio líquido. Quantas vezes o capital próprio se transformou em receitas.

Spread Total – Diferença entre o retorno médio das operações de crédito e o custo médio de captação. Ganho bruto da instituição na atividade de intermediação financeira.

Taxa de Reinvestimento do Lucro – Relação entre o resultado líquido reinvestido (lucro líquido – dividendos) e o patrimônio líquido. Variação nos capital próprio de um banco (patrimônio líquido), determinada pela retenção dos lucros.

Índice de Retenção de Lucro – Relação entre o resultado líquido reinvestido (lucro líquido – dividendos) e o lucro líquido do exercício. Revela a percentagem do lucro líquido não distribuído aos acionistas, retido para reinvestimento.

Limite de Expansão – Calculado pelo produto da taxa de retenção do lucro e o índice de independência financeira. Revela a expansão máxima dos ativos do banco possíveis de serem financiados por recursos próprios.


 Grupo 6: Criação de Valor

Custo de Oportunidade do Capital Próprio – Remuneração mínima exigida pelos acionistas para o capital aplicado. Obtido por benchmark através de suposições bastante simplificadas.

Prêmio pelo Risco do Acionista – Diferença entre o retorno do capital próprio (ROE) e a taxa SELIC média da economia. Revela a remuneração do acionista acima da taxa de risco mínimo da economia (taxa SELIC).

ROE Econômico – Diferença entre o retorno sobre o capital próprio (ROE) e o custo de oportunidade do capital próprio. Quanto a instituição foi capaz de remunerar os seus acionistas acima do custo de capital. Indicador de agregação de valor.

Recomendações

As informações econômico-financeiras e indicadores de desempenho das instituições financeiras de capital aberto, conforme disponibilizadas nesse site, NÃO têm por objetivo nortear ou induzir a qualquer decisão financeira, seja tanto em nível corporativo quanto pessoal. NÃO há nenhuma responsabilidade pelo uso dessas informações e resultados que venham a ocorrer pelas decisões tomadas.

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